Escritório de Advocacia - Marlene Freire

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Teixeira de Freitas (BA)

Sobre mim

Graduada em Direito pela Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas/Ba. Pós Graduando em Direito e Processo do Trabalho. Advogada.

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 7 anos
Não consigo ser tão zen.

A mim incomoda mto a falta de qq coisa q me faça falta. A efemeridade da vida não faz por si só com que eu me ache uma sortuda por estar viva e respirando. A mim incomoda sim e mto qdo vejo pessoas absolutamente incompetentes ocupando cargos importantes e mto bem remunerados só pq são amigos de alguém. A mim incomoda mto qdo a TV faz programas enaltecendo a "capacidade do brasileiro de se reinventar" e ficam ali, propagandeando a derrota como se fosse vitória: "Fulana é uma arquiteta, desempregada há dois anos, decidiu vender coxinhas na praia e hoje é dona de uma rede de entrega de coxinhas em domicílio e fatura incríveis 4 mil por mês trabalhando de sol a sol empurrando seu carrinho de ambulante". O programa É de casa da rede Globo está se tornando um campeão nisso. Parece que virou uma meta pra eles prepararem o povo para se contentarem em ser pobres. Vem cá, se fulana quisesse mesmo vender coxinhas, ela teria feito faculdade de arquitetura? Não terá sido a fulana, como tantos outros, mais uma vítima de uma sociedade doente? Que não valoriza ninguém pelo mérito, e pior: ficam botando cursos no mundo onde não existe mercado para o profissional da área. Quem tiver que encher seus bolsos com isso, encherá.Com as gordas mensalidades dos cursos. Arrancado até o último centavo do cidadão, Vendendo um sonho que jamais se realizará, para, ao final dizer: "toma aqui o seu diploma pra vc pendurar na parede da cozinha como lembrete de seus sonhos, enquanto vc faz coxinha pra vender na praia"? Não senhor. A pessoa pode se realizar vendendo coxinhas? Claro que sim. Desde que um sonho maior não tenha sido plantado nela, para depois, qualquer chance de realização, ser tirada dela pela dura realidade.

Possuir condições para financiar o básico da vida não é sucesso, é questão de dignidade do ser humano, afinal não somos cães que estão bem com água, ração e um cafuné. E quem não está conseguindo nem isso (o básico, não "água ração e cafuné" rsrs), está com sérios problemas, pois somos mais complexos que isso.

A felicidade vem da realização de sonhos. É simples assim. Não existe uma fórmula mágica. Seus momentos felizes são os momentos de sonhos realizados. E quantos mais forem os sonhos realizados, tantas mais serão as oportunidades de sensação de felicidade ao longo da vida. O somatório desses momentos pode levar uma pessoa a se autodefinir como uma pessoa feliz (ou não). Claro que ninguém realiza tudo, mas não realizar nada ou quase nada é ansiedade na certa, tristeza e frustração. E não, não dá pra ser feliz com isso. Reconheço que algumas pessoas são menos ambiciosas que outras e podem sim se contentar com menos. Aí vai de cada um. Mas se na balança o prato da frustração tem pendido com muito mais frequência que o prato das realizações, então não, a pessoa não é feliz e isso vale pra todos. Ela não estará se sentindo feliz.

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz" é um bom samba. Mas na vida real, ele depende de sucesso financeiro. Sucesso esse que não será alcançado nunca numa sociedade onde sonhos embrulhados pra presente em embalagens invioláveis são distribuídos aí, a altíssimos preços, no mercado da Educação Superior e da Mídia. No final, estamos mais pra "cantar e dançar a beleza de ser um eterno aprendiz". E nesse canto e dança o que eu aprendi é que os ricaços da indústria da educação superior não têm o direito de vender esses sonhos a vácuo, em parceria com os ricaços da mídia, muito bem pagos para convencer o cliente de que "tudo bem seu diploma não servir nem pra limpar a bunda: lembre-se, vc ainda pode vender coxinha na praia e ser feliz". Eles te vendem a utopia de que todos podem tudo, mas entregam a realidade de que ninguém terá é nada. E depois, com o apoio milionário da mídia, vendem a ideia de que todos podem ser felizes sem o nada que eles entregaram, no lugar do tudo que prometeram.

Ser feliz é realizar muitos sonhos, ainda que não todos, e viver num mundo onde a realidade é a possibilidade de pelo menos tentar. O que vemos hoje é que bacharéis são vomitados no mercado sem a chance sequer de tentar e eu acho uma leviandade tentar convencer uma pessoa frustrada de que "ela está muito bem", quando na verdade, não está. Então não, não é possível ser feliz no vermelho, a menos que vc não tenha um pinto pra dar água. Se você tem dependentes sob sua responsabilidade vc nem mesmo dormirá imaginando que o menor dos imprevistos médicos, como uma dor de dentes, poderá resultar numa catástrofe doméstica sem precedentes.

A vida não foi feita apenas para ser vivida. Ela foi feita pra ser BEM vivida. A sociedade precisa mudar seus parâmetros. Vender sonhos realizáveis no lugar de utopias ineficientes e ineficazes, arrastando as pessoas por esses caminhos fáceis que levam à frustração certa e depois tentando convencer suas vítimas de que está tudo bem. Não, não está tudo bem, e não é pra viver no vermelho que um advogado se forma. Aliás, até por força das obrigações éticas que nos é imposta por lei, o advogado precisa ser um exemplo social a ser seguido e não um devedor contumaz a ser perseguido por bancos e cobradores de toda sorte sem poder desfrutar de um único dia de paz em sua vida. A chance de uma vitória que pode nunca se concretizar ainda é melhor que a frustração de um sucesso prometido que nunca virá. No mundo dos méritos, quem batalhou e não conseguiu ainda vive a sensação do mérito de ter tentado. No mundo das ideias, onde todos se sentem no direito de chegar num ponto onde a maioria não chegará, o resultado é uma frustração profunda que o simples estar vivo e respirando não preencherá.

O que eu ofereço a meus clientes, que não envolva dinheiro que os deixa encantados é um bom papo. Uma boa e reconfortante conversa. Um momento de paz e distração, onde eu retiro o peso do problema deles, os fazendo enxergar que eles não estão sozinhos e que aquele problema que os trouxe ao escritório não é pior que a morte e, como tudo na vida, tem solução. Quando assevero sobre os riscos da demanda, eu mostro que até a eventual perda da ação é uma vitória, pois é um desfecho. Ali a pessoa vê que realmente não tinha o direito que imaginou ter e isso é sim um alívio, pois a sensação de estar sendo "injustiçada" vai embora. Muito melhor que viver amargurado pensando que levou uma desvantagem na vida.

Mas e eu? O que eu ofereço a mim mesma e às pessoas que eu posso alcançar para melhorar suas vidas? Um chá de realidade. Você não tem que viver no vermelho, você não tem que se contentar com menos e você pode escolher na vida, lutar uma luta justa, o bom combate. E nunca se deixar enganar.
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Jose de Lourdes Rodrigues Lana, Bacharel em Direito
Jose de Lourdes Rodrigues Lana
Comentário · há 7 anos
Com o devido respeito a todos os Doutos, deveria mesmo ficar quieto na minha insignificância, no caso, a máquina algorítmica me convidou a falar alguma coisa, acho que elas ainda gostam da minha pessoa, trabalhamos juntos por muitos anos.
Os provedores de internet, as bandas largas e outros conectores, são como as religiões e também como a outras formas do saber, que si interconectam e que se conectam a uma central provedora suprema sine qua non, nada funcionaria como sem a energia elétrica nada vai funcionar; os chips dos celulares possibilitam-se funcionarem estabelecendo conexões entre os provedores e os celulares, todos entre eles; chips são cópias de algumas unidades de circuitos dos cérebros, cujos cérebros estabelecem as conexões do estar humano do ser conhecido como animal irracional com a parte que humaniza o ser animal.
Nessa linha do pensar toda a parte animal pode ser robotizada. Discernimento, Razão e a Imaginação é o que distingue e não tem como ser robotizado; mesmo porque desde quando criados buscam-se viver a experiência de si estar humano, mas tão logo viável, buscam-se estar libertos do corpo animal e em eterna evolução espiritual. Nesse entendimento, a robotização quanto mais avançada mais vai ajudar o desenvolvimento do animal humanizado em o ser que liberto da matéria vai continuar sua jornada sem fim rumo ao infinito. A internet ainda está muito atrasada e por mais que se prime, será produto de mentes mais evoluídas que terão novas eternas questões a serem solucionadas e a que máquinas a ninguém dotado do saber poderia substituir. Ao nascerem forma-se aquilo a que equivalem os chips, sem aquilo a de que chips são equivalentes o novo ser quando muito seria como um animal a vegetar.
Não sou do vosso meio de Doutos, faz 18 anos que venho estudando e lutando com agentes públicos com formação acadêmica do direito, mas que atuam como si autômatos ou como si robôs e seguem o passo de seu antecessor e não sabe que deveriam saber que por obrigação de seus deveres, que eles têm dupla função, a função de defender a coisa pública, implica também no respeitar o direito do cidadão, se esquecem de ou nem sabem dos princípios do Caput do Art. 37º da CFRB, princípios de entender as leis, princípios de como agir com impessoalidade, princípios das atitudes comportamentais da moralidade e, princípios da publicidade que tem por escopo dar satisfações a todos do porque fizeram ou deixaram de fazer alguma coisa na forma da lei.
Assim já temos aqueles que se robotizaram em face de preguiça mental e/ou desídias funcionais, a esses os robôs com maior eficiência substituirão, e não demora! Exemplificando, quando digitalizamos algo errado a máquina roboticamente nos faz a correção. Estou octogenário, mas dos meus 15 aos 37 anos estudava, analisava, programava, executava e ou dirigia questões do processamento de dados sempre para órgãos de poderes públicos. Coisa de doido, talvez o seja. Desculpem-me, foi a máquina que me convidou a palpitar.
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